Cardiff Blavatsky Archive

Theosophical Society, Cardiff Lodge, 206 Newport Road, Cardiff CF24 – 1DL

 

ESCRITAS DO H P BLAVATSKY   

 

H P Blavatsky

Estâncias de Dzyan

Evolução Cósmica

 

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Ingles:- The Stanzas of Dzyan

 

 

ESTÂNCIA I

 

1. A origem eterna, envolta em suas vestes sempre invisíveis, havia dormido,

mais uma vez, por sete eternidades.

 

2. O tempo não existia, porque ele havia dormido no seio infinito da duração.

 

3. A mente universal não existia, porque não havia nenhum Ah-hi para contê-la.

 

4. Os sete caminhos para o êstase não existiam. As grandes causas da miséria não existiam, porque não havia ninguém para produzi-las e ser aprisionado por elas.

 

5. Somente as trevas preenchiam o todo sem limite, porque o pai, a mãe e o filho eram mais uma vez um e o filho ainda não tinha despertado para a nova roda e sua peregrinaçao nessa roda.

 

6. Os sete senhores sublimes e as sete verdades tinham deixado de existir, e o

Universo, o filho da Necessidade, estava imerso no Paranishpanna, para ser

expirado por aquele que é e, no entanto, não é. O nada existia.

 

7. As causas da existência tinham sido eliminadas; o visível que era e o

invisível que é descansavam no eterno não-ser – o único ser.

 

8. Somente a forma única de existência se estendia sem limites, infinita, sem

causa, num sono sem sonhos; e a vida pulsava inconsciente no espaço universal, através daquele todo-presença que é percebido pelo olho aberto do Dangma.

 

9. Mas onde estava o Dangma quando o Alaya do universo estava em Paramartha e a grande roda era Anupadaka?

DS, Vol I, p. 27

 

 

 

Estância II

 

1. . . . Onde estavam os construtores, os filhos luminosos da aurora

manvantárica? . . . Nas trevas desconhecidas em seus Ah-hi Paranishpanna. Os

produtores da forma a partir da não-forma – a raiz do mundo – os Devamatri e

Svâbhâvat descansavam no êstase do não-ser.

 

2. . . . Onde estava o silêncio? Onde estavam os ouvidos para percebê-lo? Não,

não havia nem silêncio, nem som; nada, exceto o eterno sopro incessante que não conhece a si mesmo.

 

3. A hora ainda não tinha soado; o raio ainda não tinha brilhado dentro do

Germe; a Matripadma não tinha ainda entumecido.

 

4. O coração dela ainda não tinha se aberto para o raio uno entrar, e em seguida

cair como o três no quatro, no colo de Maya.

 

5. Os sete filhos ainda não tinham nascido da teia de luz. Somente as trevas

eram o pai-mãe, Svâbhâvat; e Svâbhâvat existia nas trevas.

 

6. Esses dois são o Germe, e o Germe é um. O Universo ainda estava escondido no Pensamento Divino e no Seio Divino. . . .

 

 

 

Estância III

 

1. . . . A última vibração da sétima eternidade palpita por todo infinito. A mãe

incha, expandindo-se de dentro para fora, como um botão de lótus.

 

2. A vibração se propaga, tocando com sua asa veloz todo o universo e o germe que mora nas trevas: as trevas que respiram sobre as dormentes águas da vida . . .

 

3. As trevas irradiam luz e a luz projeta um raio solitário nas profundezas da

mãe. O raio penetra o ovo virgem. O raio faz o ovo eterno vibrar e deixa cair o

germe não-eterno, que se condensa no ovo do mundo.

DS Vol. I, p. 28

 

4. Então, o três cai dentro do quatro. A essência radiante torna-se sete dentro,

sete fora. O luminoso ovo, que é três em si mesmo, coagula-se e espalha seus

coágulos brancos como o leite através das profundezas da mãe, a raiz que cresce nas profundezas do oceano da vida.

 

5. A raiz permanece, a luz permanece, os coágulos permanecem e ainda Oeaohoo é uno.

 

6. A raiz da vida existia em cada gota do oceano da imortalidade, e o oceano era

luz radiante, que era fogo e calor e movimento. As trevas desapareceram e não

exisitam mais; elas desapareceram em sua própria essência, o corpo de fogo e

água, ou o pai e a mãe.

 

7. Veja, ó Lanu! O filho radiante dos dois, a glória refulgente sem paralelo:

Espaço brilhante, filho do Espaço Negro que emerge das profundezas das águas

escuras. É Oeaohoo, o mais jovem, o * * * Ele brilha como filho; ele é o

resplandecente e Divino Dragão da Sabedoria; o Um é Quatro e o Quatro toma para si o Trêsƒ e a União produz o Sapta em quem estão os sete que se tornam a Tridasa (ou as hostes e as multitudes). Veja-o levantando o véu e desfraldando-o de leste a oeste. Ele fecha o acima e deixa o abaixo para ser visto como a grande ilusão. Ele marca os lugares para os resplandecentes e transforma o acima num oceano de fogo sem praias e o uno manifestado em grandes águas.

 

8. Onde estava o germe e onde estavam, agora, as trevas? Onde está o espírito da chama que queima em tua lâmpada, ó lanu? O germe é aquele e aquele é luz, o brilhante filho branco do pai escuro oculto.

 

9 A luz é chama fria, e a chama é fogo e o fogo produz calor que resulta em

água: a água da vida na grande mãe.

 

10. A mãe-pai tece uma teia cuja ponta superior é presa ao espírito – a luz da

treva única – e a inferior, à sua extremidade sombria, a matéria; e essa teia é

o universo tecido com as duas substâncias feitas uma, que é Svâbhâvat.

ƒ Na tradução inglesa do sânscrito, os números são mantidos em sânscrito: Eka,

Chatur, etc, etc. Considerou-se melhor dá-los em inglês.

DS Vol I, p. 29

 

11. A teia se expande quando o sopro do fogo está sobre ela; ela se contrai

quando o sopro da mãe a toca. Então os filhos se dissociam e se espalham para

retornarem ao seio de sua mãe ao fim do grande dia, voltando a ser unos com ela; quando a teia se esfria, ela torna-se radiante e os filhos se expandem e se

contraem através de si mesmos e seus corações; eles abraçam a infinitude.

 

12. Então, Svâbhâvat envia Fohat para consolidar os átomos. Cada um é uma parte da teia. Refletindo o "Senhor Auto-Existente" como um espelho, cada um

transforma-se, por sua vez, num mundo.

 

 

 

Estância IV

 

1. . . . Ouvi, vós Filhos da Terra, aos vossos instrutores – os Filhos do Fogo.

Aprendei que não há nem primeiro, nem último, porque tudo é um: o número

procedeu do não-número.

 

2. Aprendei o que nós, que descendemos dos Sete Primordiais, nós que nascemos da Chama Primordial, aprendemos com nossos pais. . . .

 

3. Da efulgência da luz – o raio das trevas eternas – projetaram, no espaço, as

energias re-despertadas; o um do ovo, o seis e o cinco. Então, o três, o um, o

quatro, o um, o cinco – o duas vezes sete, a soma total. E essas são as

essências, as chamas, os elementos, os construtores, os números, o arupa, o rupa e a força do Homem Divino – a soma total. E do Homem Divino, emanaram as formas, as centelhas, os animais sagrados e os mensageiros dos pais sagrados dentro do quatro santo.

 

4. este era o exército da voz – a mãe divina dos sete. As centelhas dos sete

estão sujeitas e são servas do primeiro, do segundo, do terceiro, do quarto, do

quinto, do sexto e o sétimo dos sete. Essas "centelhas" são chamadas esferas,

triãngulos, cubos, linhas e modeladores; porque assim se apresenta o Eterno

Nidana – o Oeaohoo, que é:

DS Vol I, p. 30

 

 

5. "Trevas", o sem limites ou o não-número, Adi-Nidana, Svâbhâvat:-

 

I. O Adi-Sanat, o número, porque ele é um.

 

II. A voz do Senhor Svâbhâvat, os números, proque ele é um e nove.

 

III. O "quadrado sem forma".

 

E esses três inclusos dentro do  são o quatro sagrado; e os dez são o universo

arupa. Então, vêm os "filhos", os setes lutadores, o um, o oitavo excluído e seu

sopro que é o produtor da luz.

 

6. então o segundo sete, que são os Lipika, produzidos pelos três. O filho

rejeitado é um. Os "Filhos-Sóis" são incontáveis.

 

 

 

Estância V

 

1. Os Sete Primordiais, os Sete Primeiros Sopros do Dragão da Sabedoria

produzem, por sua vez, com seus sopros circungiratórios, o Redemoinho de Fogo.

 

2. Eles fazem dele o mensageiro de sua vontade. O Dziu torna-se Fohat, o filho

veloz dos filhos divinos, cujos filhos são os Lipika. Fohat se desdobra de forma

circular. Fohat é o cavalo e o pensamento é o cavaleiro. Ele passa como um raio

através das nuvens de fogo; dá três e cinco e sete passos através das sete

regiões acima e sete abaixo. Ele levanta sua voz e chama as centelhas

inumeráveis e as reúne.

 

3. Ele é seu espírito guia e seu líder. Quando ele começa a sua obra, ele separa

as centelhas do reino inferior que flutuam e vibram de alegria em suas moradas

radiantes e forma com elas os germes das rodas. Ele os coloca nas seis direções

do espaço e um no meio – a roda central.

 

4. Fohat traça linhas espirais para unir os seis ao sétimo – a Coroa; um

exército dos filhos da luz fica em cada ãngulo e seus Lipika, na roda do meio.

Eles dizem: Isto é bom, o

DS Vol I, p. 31

primeiro mundo divino está pronto, o primeiro é agora o segundo. Então o "Arupa Divino" se reflete no Chhaya Loka, a primeira veste de Anupadaka.

 

5. Fohat dá cinco passos e constrói uma roda alada em cada canto do quadrado, para os quatro sagrados e seus exércitos.

 

6. Os Lipikas circunscrevem o triãngulo, o primeiro um, o cubo, o segundo um e o pentágono dentro do ovo. É o anel chamado "Não passa" para aqueles que descendem e ascendem. Também para aqueles que, durante o kalpa, estão progredindo em direção ao grande dia "Seja Conosco". Assim foram formados os Rupa e os Arupa: da luz única, sete luzes; de cada um das sete, sete vezes sete luzes. As rodas observam o anel. . . .

 

 

 

Estância VI

 

1. Pelo poder da Mãe da misericórdia e conhecimento – Kwan-Yin – o "triplo" de Kwan-Shai-Yin, residindo em kwan-Yin-Tien, Fohat, o sopro de sua progênie, o Filho dos Filhos, havia trazido à existência, do abismo inferior, a forma ilusória de Sien-Tchang e os Sete Elementos:*

 

2. O Um veloz e radiante produz os sete centros Laya, contra os quais ninguém

prevalecerá até o grande dia "Seja Conosco", e coloca o universo nesses

alicerces eternos que envolvem Tsien-Tchan com os Germes Elementares.

 

3. Dos Sete – primeiro o um manifestado, seis escondidos, dois manifestos, cinco escondidos; três manifestos, quatro escondidos; quatro produzidos, três ocultos; quatro e um Tsan (fração) revelados, dois e meio escondidos; Seis a serem manifestados, um ignorado. Finalmente, sete pequenas rodas revolvendo; uma dando nascimento à outra.

* O verso 1 da Estância VI é de uma data mais recente que as outras Estâncias,

embora ainda seja muito antigo. O texto antigo deste verso, que contém nomes

inteiramente desconhecidos aos Orientalistas, não dá nenhuma pista disso ao

estudante. DS Vol I, p. 32

 

4. Ele as constroi à semelhança das rodas mais antigas, colocando-as nos Centros Imperecíveis.

Como Fohat as constroi? Ele coleta a poeira de fogo. Ele faz bolas de fogo,

corre através delas e em seu derredor, infundindo-lhes vida, então, as coloca em

movimento; umas numa direção, outras noutra direção. Elas são frias, ele as faz

quentes. Elas são secas, ele as faz úmidas. Elas brilham, ele as abana e as

esfria. Assim age fohat de um crepúsculo ao outro, durante sete eternidades.

 

5. Na quarta, os filhos sãos instruídos a criar suas imagens. Um terço se recusa

– dois terços obedecem. A maldição é proferida; eles nascerão na quarta, sofrerão e causarão sofrimento; esta é a primeira guerra.

 

6. As rodas mais antigas rodam para cima e para baixo. ... A progênie da mãe

encheu o todo. Houve batalhas entre os Criadores e os Destruidores, e batalhas

lutadas por espaço; a semente aparecendo e reaparecendo continuamente.

 

7. Faz teus cálculos, lanu, se queres aprender a idade correta de tua pequena

roda. Teu quarto raio é nossa mãe. Alcança o quarto "Fruto" do quarto caminho do conhecimento que leva ao Nirvana e compreenderás, porque Verás. . . .

 

 

 

 

Estância VII

 

1. Observa o começo da vida senciente sem forma.

Primeiro o Divino, o uno originado do Espírito-Mãe; depois, o Espiritual, O Três do um, o quatro do um e o cinco do qual provêem o três, o cinco e o sete. Estes são o triplo e o quádruplo descendentes; os filhos "nascidos da mente" do primeiro senhor; os sete brilhantes.Eles são Tu, Eu, Ele, ó Lanu. São eles que velam por ti e por tua mãe terra.

DS Vol I, 33

 

2. O raio uno multiplica os raios menores. A vida antecede a forma e a vida

sobrevive ao último átomo da forma. Através dos incontáveis raios procede o

raio-vida, o uno, como um fio através de muitas jóias.

 

3. quando o um se torna dois, o triplo aparece e os três são um; e é nosso fio,

ó Lanu, o coração do homem-planta chamado Saptaparna.

 

4. é a raiz que nunca morre; a chama de três línguas dos quatro pavios. Os

pavios são as centelhas que procedem da chama de três línguas emitida pelos sete – sendo esta sua chama –, os raios e as centelhas de uma lua refletida nas ondas móveis de todos os rios da terra.

 

5. A centelha pende da chama pelo fio mais sultil de fohat. Ela viaja através

dos Sete Mundos de Maya. Ela pára no primeiro e é um metal e uma pedra; ela

passa para o segundo e, veja – uma planta; a planta passa como um redemoinho por sete mudanças e torna-se um animal sagrado. Dos atributos combinados destes, manu, o pensador, é formado. Quem o forma? As sete vidas e a vida única. Quem o completa? o Lha quíntuplo. E quem aperfeiçoa o último corpo? Peixe, sin e soma. ...

 

6. do primeiro nascido, o fio entre o observador silencioso e sua sombra

torna-se mais forte e radiante a cada mudança. A luz do sol matutina

transformou-se na glória do meio dia. . . .

 

7. Esta é tua roda atual, disse a Chama à Centelha. Tu és eu mesmo, minha imagem e minha sombra. Eu me revesti de ti e tu és meu Vahan até o dia "Seja Conosco", momento em que tu deverás te tornar novamente eu mesmo e os outros, tu mesma e eu mesmo. Então os construtores, tendo vestido sua primeira veste, descem à terra radiante e reinam sobre os homens – que são eles mesmos. . . .DS Vol I, p. 34

 

H P Blavatsky (em Português)

 

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